Tantas lembranças latejando na cabeça
A longa espera, sem saber por onde andavas
Procurar, sair, bater de porta em porta
Pra descobrir onde é que te embrenhavas
Foi difícil, precisou de muita andança
A cidade a engolir a mãe aflita
Carregando pela mão suas crianças
Numa busca incansável e infinita
E em intensa, infindável agonia
Fostes mantido incomunicável
Até que finalmente alguém trouxe a notícia
E voltamos novamente a nos ver
Quantos dias, meses, anos a passar
Esperar semana inteira sem reclamos
É domingo, o santo dia da visita
Minuciosa, a repressão faz a revista
Ainda hoje dá vontade de chorar
Ao lembrar do homem e sua solidão
Quando a família saía pra visitar
O outro homem, o pai que estava na prisão
Era de barco, era de ônibus, era domingo
Tantos iguais com aquele mesmo sentimento
Vindos de cantos diferentes da cidade
Sem sofrimento, afinal, era domingo (15/06/2015)
Escrevo porque gosto, porque sinto, porque invento, escrevo o que penso e o que digo sem pensar
domingo, 26 de novembro de 2017
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Vida Dizer o quê Depois do leite derramado? Limpar os resquícios Começar de novo Encher a vasilha Interromper a fervura Cuidar É constante ...
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Hoje senti vontade de largar tudo Virar as costas, sair por aí Quem sabe até ser feliz A única coisa que fiz Foi virar as costas Olhar...
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