Sou brasileira, sou mestiça
Sou cabocla, sou pintada
Sou índia e sou guerreira
E dos meus olhos
Brotam rios de saudade
Sou negra, africana
Mãe-de-santo, sou quilombo
Dos tambores na senzala
E em meu sangue
Dança um samba que não cala
Sou das romarias, dos cortiços
Sou criada, portuguesa
Minhas naus navegam mares
Que desembocam nos engenhos
E em minhas veias
Corre um fado de tristeza
Sou açúcar, mandioca
Essa mistura aguardente
De bacalhau e boto-rosa
De feijão e de pimenta
Fui trazida num navio
Fui parida numa oca
E esquecida na fazenda
Quando eu quero
Tenho graça
Se é preciso
Tenho raça!
Escrevo porque gosto, porque sinto, porque invento, escrevo o que penso e o que digo sem pensar
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
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