No jardim um ipê rosa
Tão lindamente floresce
E tão lindamente derrama
Na terra sua cor rosa
E a terra agradecida
É sala de recepção
Quanta vida, quanta vida
Na morte da floração
Por ali já andou zangão
E a abelha atrevida
Na flor que até então
Guardava o beijo do beija-flor
É um lugar de burburinho
Tem piar de passarinho
Por isso não passo o ancinho
Todo chão é cama, é ninho
Escrevo porque gosto, porque sinto, porque invento, escrevo o que penso e o que digo sem pensar
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
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