Faço gosto que tu gostes
Mas se rolar de não gostar
Que a gente não se desgoste
Só não te assustes
Com este pequeno tema
Fiz pra não perder a mão
De sempre fazer poema
Mas o teu poema é outro
Tem que cruzar um rio
Pisar fundo nesta terra
Sem deixar de ser gentil
Se preparar para a guerra
Com o coração por um fio
Deitar ao chão a soberba
E ainda que te falte o chão
Escalar uma montanha
Pra tentar pegar o sol
E quando chegar ao cume
Deixar que a imensidão
Te guie solitário
Até a luz do farol
Onde teu poema te espera
Como quem reza um rosário
Sem pressa, pra que nunca acabe
O fio da palavra, a quimera
Que dentro de mim já não cabe.
Escrevo porque gosto, porque sinto, porque invento, escrevo o que penso e o que digo sem pensar
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
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