Quando te olho
Memórias me assaltam
Matas, florestas, cascatas
Teus olhos
Duas amêndoas
Escuras, inquietas, pinturas
Dois lagos
Nascentes, serenos, vertentes
Dois riscos
Profundos, marcados, fecundos
E ouço
Passos, pássaros, tambores, cânticos
E vejo
Cestas, flechas, redes, ocas
Cocares, colares, sementes, rios
Mares, canoas, igarapés
Manifesto, resistência
E me vejo
Muito além do poema
Apesar das algemas
Livre
Escrevo porque gosto, porque sinto, porque invento, escrevo o que penso e o que digo sem pensar
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
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