Lágrimas quentes e salgadas
Escorrem por nossas faces incrédulas
Sobreviventes que somos
Dos ataques em Bagdá
Dos estupros em Goytacazes
Das imoralidades
Da invisibilidade
Embora sejamos muitas
E ainda assim invisíveis
Aos olhos dos espertos
Que seguem impassíveis
Saqueando nossa integridade
Troféu de suas pequenezas
Mulheres negras e velhas
Na escala dos desimportantes
Abaixo dos homens negros e velhos
Entradas e bandeiras
Fincadas em nossas fraquezas
Até quando?
Escrevo porque gosto, porque sinto, porque invento, escrevo o que penso e o que digo sem pensar
sábado, 18 de novembro de 2017
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