Lisboa
Essas ruas, ruelas, vielas
Tão minhas, tão tuas
Tão certas, e ainda assim trocadas
Por incertas marés
Que nos trouxeram o que já foi passado
Que é passado mas que se faz presente
Que me relembra quem sou, quem és
Negros que somos, fomos fortes
Índios que somos, semeamos
Somos sim, frutos dessa árvore
E sobrevivemos à peste, ao saque
E ao escutar um fado, um cântico, um tambor
Hoje podemos dizer
Lisboa, és tão nossa
Ainda que doa
Escrevo porque gosto, porque sinto, porque invento, escrevo o que penso e o que digo sem pensar
sábado, 18 de novembro de 2017
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