sábado, 18 de novembro de 2017

Terra

Lágrimas copiosas
Escorrem sobre minha face
E se misturam às que caem do céu
O mesmo céu que cobre todos nós
Desde que nos entendemos por gente
Mas que gente somos
Nada gentis
Seja sob um céu azul
Ou gris
Seja no Pará
Em Cabul
Ou Bagdá
Em Londres ou Paris
Nossos mortos sob a terra
A mesma terra que desmorona
Aqui, acolá
Pelo que fazemos
E deixamos de fazer
Terra
O grande cemitério que habitamos
Vivos ou mortos

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