Lágrimas copiosas
Escorrem sobre minha face
E se misturam às que caem do céu
O mesmo céu que cobre todos nós
Desde que nos entendemos por gente
Mas que gente somos
Nada gentis
Seja sob um céu azul
Ou gris
Seja no Pará
Em Cabul
Ou Bagdá
Em Londres ou Paris
Nossos mortos sob a terra
A mesma terra que desmorona
Aqui, acolá
Pelo que fazemos
E deixamos de fazer
Terra
O grande cemitério que habitamos
Vivos ou mortos
Escrevo porque gosto, porque sinto, porque invento, escrevo o que penso e o que digo sem pensar
sábado, 18 de novembro de 2017
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Vida Dizer o quê Depois do leite derramado? Limpar os resquícios Começar de novo Encher a vasilha Interromper a fervura Cuidar É constante ...
-
Vida Dizer o quê Depois do leite derramado? Limpar os resquícios Começar de novo Encher a vasilha Interromper a fervura Cuidar É constante ...
-
Hoje senti vontade de largar tudo Virar as costas, sair por aí Quem sabe até ser feliz A única coisa que fiz Foi virar as costas Olhar...
-
Tantas lembranças latejando na cabeça A longa espera, sem saber por onde andavas Procurar, sair, bater de porta em porta Pra descobrir on...
Nenhum comentário:
Postar um comentário